domingo, 3 de abril de 2011

Problemas mais Comuns dos Pugs - Doenças

Eis aqui alguns problemas da raça pug. É de extrema importância identificá-los, conhecê-los profundamente e mais; reconhecer que em todos eles só há duas opções: ou eles foram ocasionados acidentalmente e portanto são casos isolados ou são defeitos genéticos. 
Assim, todos nós criadores devemos trabalhar em conjunto para exterminarmos estes últimos já que todos, sem exceção, trabalhamos as mesmas linhas de sangue se olharmos cada um dos pedigrees de nossos cães.


PALATO ABERTO
É uma fissura devido ao não fechamento dos ossos. Há fatores ambientais e genéticos que estão envolvidos.
Por exemplo, descartada a possibilidade de herança genética; o uso excessivo de esteróides ou níveis anormais de vitamina A ou severo estresse que a fêmea possa ter passado durante a gestação podem levar os neonatos portarem este defeito.


LUXAÇÃO DE PATELA
Ter luxação de patela ou deslocamento da rótula (joelho) pode ser herança genética ou adquirida através de um acidente. Há uma pequena movimentação do osso frontal do joelho que está em sua cavidade preso por ligamentos. 
As condições genéticas seriam: sulco raso, ligamentos fracos e ou alinhamento impróprio dos tendões e músculos. Esta é uma condição indesejável devido a genes recessivos.


DISPLASIA COXOFEMURAL
O que é uma displasia coxofemural? É uma degeneração na articulação coxofemural; ou seja, uma má inserção da cabeça do fêmur no acetábulo (cintura pélvica; bacia). Quando não há este encaixe perfeito, há movimentos excessivos deste osso provocando danos. Isto frequentemente aparece por volta dos quatro a sete meses de vida do animal, e provoca dores de moderadas a intensas, principalmente quando ele está em pisos escorregadios. A prevenção é feita fazendo radiografias nos pais para que se possa determinar o grau da degeneração e assim selecionar os acasalamentos.


NECROSE DA CABEÇA DO FÊMUR
É mais comum até que a própria displasia citada acima. Embora sintomaticamente idêntica a displasia, em verdade ocorre uma deterioração da cabeça do fêmur que fica com a aparência de um queijo suíço. As possibilidades mais discutidas são: trauma , bacteriana na corrente sanguínea daquela região ocasionando por assim dizer um sofrimento das células que deixam de receber oxigênio e ocasionando a morte dessas células; doenças endócrinas ou deficiências nutricionais ou ainda a própria displasia coxofemural congênita.


ENCEFALITE DO PUG
Esta doença difere das outras encefalites conhecidas em outros cães. Por isso há esta denominação: Encefalite dos pugs. Embora esta doença tenha como causa, agentes infecciosos, nenhum deles ainda foram claramente identificados.
Os sinais clínicos são: incoordenação, tremores, convulsões, perda de consciência, alteração de comportamento, andar em círculos e até alterações oftalmológicas.
Nada há de definitivo na causa da doença e um diagnóstico mais preciso só é possível após autópsia e exame microscópico do sistema nervoso.
Alguns estudos realizados sugerem que vírus como o Herpesvírus Canino tipo I e o vírus da Cinomose teriam papel inicial importante e seriam desencadeadores da enfermidade.


ATROFIA PROGRESSIVA DA RETINA
É uma doença que afeta as células da retina causando a cegueira do cão. É um processo lento de degeneração da retina e por isso é pouca observada a evolução da doença pelos proprietários. A enfermidade é acometida independentemente da raça. No entanto estudos realizados já concluíram que algumas raças são mais acometidas pela doença que outras. 
É de fundo genético, transmitido por genes recessivos. Contudo há de se considerar fatores que podem também ocasionar a atrofia progressiva da retina como, trauma, infecção ou deficiência de vitaminas.


ENTRÓPIO
É uma inversão do bordo palpebral tanto inferior como superior. 
Pode ser genético ou adquirido.
No entrópio os cílios ficam permanentemente em contato com a córnea provocando danos na mesma. Cirurgia corretiva é o recomendado.


(foto da Rebeca Flor com sarna demodécica)


SARNA DEMODÉCICA OU DEMODICIDOSE 
Constitui-se em dermatose primária, causada por proliferação de ácaros (parasitas) denominados demodex canis, decorrente de quadro herdado por imunossupressão celular, e que pode atingir qualquer raça indistintamente. Mas é considerada também uma doença de múltiplos fatores onde fatores genéticos, de origem cutânea, imunológicos, ambientais, bacteriológicos e pasitológicos interferem em distintas proporções. 
Ocorre principalmente em cães jovens e não é transmissível entre os animais, afora no período neonatal, e também não é contagiosa para o homem.


Maria Augusta 
Canil Amambaí