quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Cachorro tratado como gente

Fonte: http://bitscaverna.com.br/cachorroblog/?p=1490


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Notícia do Fantástico





Dódi é da raça yorkshire. Foi atacado por um boxer. Ficou muito ferido. Quase morreu.
“Simplesmente, estanquei a hemorragia e como ele tinha perdido muito sangue, foi instalado um soro”, lembra dono do cachorro.
Acontece que o doutor José escolheu o lugar errado para salvar o amigo Dódi.
O animal foi atendido na Santa Casa de Itaguaí. O dono dele, Dr. José Valter Leite, que estaria deixando o plantão, socorreu o cachorro na sala de emergência do hospital.
“É o meu cachorro de estimação, e eu tenho consideração por ele. No momento, não pensei em nada, simplesmente agi. Eu sou um indivíduo que fui formado para salvar vidas. E um cachorro é um ser vivente”, alega o médico.
A divisão estadual de saúde e o Conselho Regional de Medicina estão discutindo a conduta do doutor José. Os vereadores de Taguaí querem o afastamento do médico.
“Chega o cachorro, passa na frente. Deixa de atender às pessoas para atender ao cachorro. É um fato lamentável”, opina José João Pinheiro, presidente da Câmara.
“O cachorro ser atendido dentro do hospital, usado o medicamento de um ser humano. Não acho que isso é muito incrível, nós precisamos tomar uma providência”, indigna-se Izalino Maximiano, vereador.
O prefeito, José Oswaldo Dalcim, que é também diretor do hospital, se mostra mais tolerante.
“Nós, como médicos, iniciamos a nossa carreira aprendendo em cima dos animais. Nós temos uma dívida de gratidão muito grande com esses animais. E quando o cão é de estimação, muito mais ainda”, acredita o prefeito.
Ainda assim, o diretor diz que o doutor José levou uma advertência.
“Ele aceitou e acatou, e agora nós estamos aguardando as providências a serem tomadas em relação à parte administrativa”, explica José Oswaldo.
Taguaí é uma cidade pequena. Tem sete mil habitantes. E o povo não gostou nem um pouco dessa história de cachorro atendido no hospital.
“Médico é pra gente, pra pessoa humana. Para cão, tem o veterinário, né?”, acha Juliana Diniz, dona de casa.
“Se você estiver na fila aguardando o médico se quiser ser atendido primeiro, é só dar um latido ‘au-au’“, ironiza Adão Batista de Almeida, vereador de Taguaí.

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