quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Em Brasília, Tripoli participa de audiência sobre controle da Leishmaniose


Inicialmente eu quero contar uma historinha: minha mãe mora em Campo Grande - MS, ela achou na rua um cachorro doente, deu a ele um nome e decidiu adotá-lo. Um cachorro enorme e de pêlo preto, a simpatia por ele foi imediata, pois ele poderia proteger ela e a casa onde mora! Levou o Joseph ao hospital veterinário e lá foi orientada a pagar um exame para saber se ele tinha leishmaniose, pois se tivesse teria que ser sacrificado, pois é uma doença transmissível aos humanos. Lá em Campo Grande é muito comum que os animais tenham essa doença. Realizado o exame, foi constatado que ele era portador então, sem outra alternativa, minha mãe pagou para que fosse dada a injeção letal no Joseph. Ela ficou muito triste e até hoje não esquece dessa amizade que, infelizmente, durou pouco tempo.


"(Brasília, 22 de novembro de 2011) – Coordenador de Fauna da Frente Parlamentar Ambientalista, o deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB-SP) participou nesta terça-feira de audiência pública para debater o Projeto de Lei 1738/2011, que torna obrigatória a vacinação anual de cães e gatos contra a leishmaniose. Segundo o projeto, essa vacinação será gratuita e realizada em todo o território nacional, a exemplo do que já ocorre no caso da vacina contra a raiva.
CRUEL E INEFICAZ
Durante reunião da Comissão de Seguridade Social e Família, o parlamentar paulista discutiu com representantes do Ministério da Saúde e especialistas a necessidade do estabelecimento imediato de uma política nacional de vacinação contra a leishmaniose animal.
A doença parasitária é transmitida pela picada do mosquito infectado. O cão doméstico pode ser hospedeiro do parasita – estima-se que, para cada caso em humanos, há uma média de 200 cachorros infectados. Há dois tipos da doença: a cutânea, caracterizada por feridas na pele, e a visceral, que ataca vários órgãos internos.
Na avaliação de Tripoli, a atual política adotada pelo Ministério da Saúde, de eutanásia dos animais infectados é equivocada, haja vista que a eutanásia não tem se mostrado eficaz, já que diversos estados apresentam surtos recorrentes de leishmaniose. “Não há no país medidas racionais voltadas ao controle dessa zoonose. É uma irresponsabilidade sem tamanho por parte do Poder Público. O governo federal precisa ter uma atitude clara e nítida para aniquilar de vez essa doença. Há recursos para promover o fim da matança de cães”, afirmou o parlamentar.
Em sua explanação, Tripoli citou que em agosto do ano passado procurou a Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Ministério Saúde para reivindicar a inclusão do encoleiramento com coleiras inseticidas como forma de conter a disseminação da doença. O coordenador-geral de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, José Ricardo Pio Marins afirmou que o Ministério da Saúde estuda a viabilidade dessa medida.
“Nossa intenção é acabar com a cruel matança em massa de cães. Infelizmente parece não haver disposição do governo federal em resolver o problema. É um desrespeito diante de uma demanda tão importante”, concluiu Tripoli.
Também participaram da audiência o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Carlos Henrique Nery Costa; o mestre em Medicina Veterinária Preventiva e Epidemiologia e doutor em Parasitologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Vítor Márcio Ribeiro e o mestre em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica de Pequenos Animais, Claudio Nazaretian Rossi."

Fonte: http://mercadopetecia.blogspot.com/