segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Excesso de Vacinação nos Animais

Nas minhas buscas sobre pugs na internet li o título de uma publicação que me chamou a atenção, dizia que se eu me importava com o meu pet eu deveria ler aquele texto.

Passei a pesquisar sobre o tema: excesso de vacinação nos animais.


As dúvidas e esclarecimentos logo começaram a surgir: o que isso pode causar? É mesmo necessário tantas vacinas? Quais são realmente necessárias e quais são dispensáveis? É necessária a revacinação anual? Qual o efeito das revacinações no organismo animal? Quem tem interesse em vender tantas vacinas?

Interessei-me pelo assunto, pois a Rebeca Flor trocou de veterinário há alguns meses e o veterinário atual, Dr. Roberto, disse que a vacina dela estava vencida, o que é verdade, pois anualmente ela toma uma V10 que previne contra várias doenças: Cinomose, Hepatite, Adenovírus Tipo 2, Parainfluenza, Parvovirose, Coronavirose e Leptospirose, porém o veterinário anterior, Dr. André, vacinou a Rebeca apenas contra Leptospirose, deixando de lado as outras.

O Dr. Roberto (veterinário atual) disse que essa vacina que ela havia tomado era inútil, visto que ela teria que tomar outra vacina, ou a V10, ou a V8, que incluía a doença Leptospirose.

Pensei bem e vi que ele tinha razão, então a Rebeca recebeu a nova vacina.

No momento não conhecia nada sobre excesso de vacinação e não me preocupei com isso, afinal eu sequer sabia que existia.

Na mesma ocasião o Dr. Roberto indicou para a Rebeca tomar outra vacina, contra gripe canina, ele disse que evitaria gripe e até uma possível pneumonia. Essa vacina ficou para depois, pois não quis dar mais que uma vacina no mesmo dia para a Rebeca, para evitar os efeitos colaterais.

Mas afinal de contas quais as vacinas necessárias? É mesmo necessário tantas vacinas?

Parece muito lógico o que eu vou escrever, e também é o correto! Um cachorro que mora em área rural está exposto a doenças que um cachorro que mora em apartamento não está, portanto os dois devem ser vacinados de maneira diversa.

Encontrei em um site as recomendações da American Animal Hospital Association (em seu 70º encontro anual, em 2003) para a frequência de aplicações de vacinas.

Vacinas obrigatórias, opcionais e não recomendadas:

Obrigatórias: Anti-rábica, Cinomose, Parvovirose, Adenovírus canino tipo 2 (CAV-2) –> A cada três anos.

Repare que a revacinação está indicada para ocorrer a cada 3 anos, para entender o porquê continue lendo o texto.

Opcionais: Bordetella (tosse dos canis ou traqueobronquite), Leptospirose, doença de Lyme –> Apenas para pets em risco de exposição

Não recomendadas: Coronavirose (presente em todas as vacinas V6, V8 e V10), Giárdia, Adenovírus canino tipo 1 (CAV-1).

Encontrei também algumas recomendações com relação a vacina anti-rábica, como evitar vacinar cães e gatos contra raiva junto com outras doenças, pois o intervalo necessário é de um mês entre a vacina de raiva e outras vacinas e procedimentos cirúrgicos (como, por exemplo, castração) e vacinar contra raiva, somente, após os seis meses de idade, pois os anticorpos da mãe interferem no desenvolvimento da imunidade do filhote.

Qual o efeito das revacinações no organismo animal? É necessária a revacinação anual?
Uma coisa é o que o veterinário aprendeu na faculdade e que aplica diariamente no consultório veterinário, outra coisa é um estudo em andamento, que ainda não foi aprovado nacionalmente. Portanto, tudo o que eu vou escrever aqui deve ser lido com cautela, para que não seja mal interpretado, visto que, não estou apoiando a não vacinação, ou não revacinação dos animais. Mas entendo que devem ser levados em consideração os estudos realizados por cientistas e que possivelmente, em um futuro breve, serão aplicados no nosso dia-a-dia.

Cada vacina tem um tempo de duração. Vou dar um exemplo prático: uma vez vacinado contra a febre amarela (você já deve ter tomado) você terá que ser revacinado em 10 anos e uma vez vacinado contra gripe você terá que ser revacinado em 1 ano. Da mesma forma ocorre com os nossos animais. O período de duração das vacinas deles também varia e revaciná-los sem necessidade é inútil.
O grande problema são as pessoas que não vacinam os seus animais fazendo com que as doenças não sejam erradicadas.

Segundo estudos, revacinar anualmente seu pet contra raiva não vai interferir na saúde pública, uma vez que ele já tenha sido vacinado ele já estará imune. Alguns cães desenvolveram raiva tendo tomado a vacina apenas uma vez, mas a chance disso acontecer é 1 para 8 milhões, isso acontece em cães que foram vacinados aos 3 meses de idade, por conta dos anticorpos maternos que anulam o efeito das vacinas até os 3 meses e meio de vida. A primeira dose deve ser aplicada com 24 semanas ou mais.

No caso da Cinomose, após as 3 doses, dadas com 9, 12 e 16-20 semanas, é necessária a revacinação com 1 ano de idade, para Cinomose/Parvovirose. A duração da imunidade dura de 7 anos e meio a 15 anos. Provavelmente a vida toda. Há estudos em andamento sobre uma duração maior da imunidade.

Podendo ter vários efeitos colaterais se aplicado precocemente (menos de 8 semanas).

Na Parvovirose, após as 3 doses, dadas com 9, 12 e 16-20 semanas, é necessária a revacinação com 1 ano de idade, para Cinomose/Parvovirose. A duração da imunidade dura 7 anos e meio, pelos estudos.

Provavelmente toda a vida. Há estudos em andamento sobre uma duração maior da imunidade. Com 6 semanas de idade, apenas 30% dos filhotes beneficiam-se com a vacina, mas 100% ficam expostos ao vírus nas clínicas veterinárias.

O correto seria dar vacinas individuais, ao invés desse “pacote” de vacinas anuais que nos é indicado.

Revacinações podem ser inúteis e perigosas. Além do mais, seria uma boa economia, não é?

Até porque quanto mais ‘polivalente’ uma vacina é, maior o risco de ocorrerem reações adversas.

Vamos esperar essas informações chegarem no Brasil.

Quem tem interesse em vender tantas vacinas?

Infelizmente médicos veterinários mais interessados em ganhar dinheiro do que comprometidos com a saúde dos animais. É interessante para o veterinário que você volte com o seu cão anualmente com a intenção de revacinar, visto que boa parte da renda dos veterinários advém das vacinas. Nessa mesma ocasião você paga a vacina e a consulta e assim o veterinário atrai pacientes. É importante que você saiba que as revacinações anuais são indicadas pelos fabricantes e não por resultados de pesquisas.

Lembrando que um exame físico anual, que geralmente é realizado junto com as vacinas, é recomendado.

O que isso pode causar?

Os efeitos colaterais das revacinações anuais são tantos que desencadearam vários estudos sobre o tema.
Há relatos de cães que apresentaram reações no mês seguinte, ou no ano seguinte à vacinação e não só imediatamente depois da inoculação.

Segundo estudos vacinas não são inofensivas e, se repetidas com freqüência podem causar sintomas da doença que estão querendo evitar. Podem afetar o sistema imunológico dos animais, podendo manifestar doenças crônicas que variam de condições potencialmente fatais a crises auto-imunes (ex: alergias de pele crônicas, coceiras, otites, eliminação de secreções).

Você tem o direito de se informar e de tomar decisões sobre o seu animal, não deixe o veterinário fazer você se sentir culpado, isso é antiético.