terça-feira, 6 de março de 2012

Donos burlam lei para tratar cachorros com leishmaniose


Já falei aqui antes da leishmaniose nesta postagem, porém como o assunto é atual e muito importante vou tratar dele novamente, e no que depender de mim falarei outras vezes.

Essa notícia foi tirada do site Cachorro Blog:

"O aumento de casos de cães com leishmaniose em centros urbanos veio acompanhado de um movimento silencioso, consistente e ilegal: a busca por tratamentos ensinados clandestinamente por veterinários e proibidos pelo governo.

Donos que resistem a entregar seus cães para eutanásia encomendam medicamentos do exterior, internam os animais e até contratam advogados para defendê-los.

“Ingressamos na clandestinidade, fazemos contrabando. É fora da lei, mas nunca me perdoaria de entregar meus animais antes mesmo de fazer uma tentativa de tratamento”, afirma um publicitário de Brasília.

A medida é condenada por autoridades sanitárias. “Não há nada que comprove que o cão tratado reduza o risco de contaminação.

É um risco para pessoas que têm contato com o animal, principalmente as com sistema imunológico debilitado”, diz o veterinário da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Péricles Massunaga.

No início considerada uma doença rural, a leishmaniose vem se expandindo para centros urbanos e hoje atinge 20 Estados. Até 2008, o mais comum era usar remédios indicados para humanos.

Uma portaria assinada pelos ministérios da Saúde e da Agricultura, porém, proibiu essa prática, em razão do risco de o parasita desenvolver resistência aos medicamentos.

Segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, testes em laboratório mostram que o parasita facilmente dribla a ação dos remédios.

Há um número limitado de drogas e não há perspectivas de que novos medicamentos estejam disponíveis a curto prazo.

Como o cão é o principal reservatório da doença, argumenta a secretaria, não sacrificar os animais infectados pode trazer consequências graves para a saúde pública, com a disseminação de parasitas mais resistentes."

O engraçado é que eu fui buscar dados do IBGE para publicar aqui e encontrei índices de leishmaniose canina em 1956, e desde lá há número de animais sacrificados por causa da doença, e até hoje, mais de meio século depois, essa endemia ainda não foi solucionada, a única coisa que as autoridades querem é que sacrifiquemos nossos animais, porém não foi apresentada nenhuma outra medida.

Fica aí o apelo, espero do fundo do coração que alguma autoridade esteja pensando a esse respeito.


Enquanto as autoridades não fazem nada ou muito pouco a respeito vamos dando nosso "jeitinho", fazendo nossas próprias pesquisas.

Gostaria de informar que o tratamento não é proibido, o que é proibido é o uso de medicamentos humanos em cães.

Encontrei essa e outras informações para você que é interessado no assunto, ou que está busca de um tratamento para o seu cãozinho no site Fiel Amigo, eles fazem  tratamentos e pesquisas sobre a leishmaniose canina.

Veja o que eles falam:


          1. A Leishmaniose Visceral Canina (LVC) é uma doença infecciosa não contagiosa.

          2. As principais pessoas que contraem a doença são, de algum modo, imunodeficientes, em sua grande maioria.

          3. A LVC é uma doença totalmente tratável e curável clinicamente, mas como a grande maioria de doenças causadas por protozoários (ex: Doença de Chagas nos seres humanos), o portador geralmente não obtém a cura parasitológica, assim no cão como no ser humano.

          4. A Organização Mundial de Saúde não recomenda a eutanásia como método de controle da LVC. Porém, o Ministério da Saúde não aceita o tratamento e nem reconhece ou recomenda a vacina, a despeito de países de 1º mundo, como Espanha, França, Itália e Alemanha tratarem seus animais regularmente.

          5. A Constituição Federal do Brasil garante ao proprietário que o mesmo não é obrigado a sacrificar o seu cão, pois é sua propriedade, e se o Poder Público o fizer, poderá ser acionado por crime de Abuso de Autoridade (o servidor público) e ainda responder por danos materiais e morais, se assim o desejar o proprietário.

          6. Recomendamos o tratamento do animal desde que com o acompanhamento e responsabilidade de médico veterinário habilitado para garantia do proprietário, seu animal e de toda a população.

          7. Frisamos que os trabalhos científicos respeitáveis apontam como métodos efetivos de controle da doença o uso regular de coleiras e produtos inseticidas nos cães e o desenvolvimento de vacinas, não sendo, de modo algum, recomendada a eutanásia como método de controle da LVC.


Veja as informações clicando aqui (Parte 1) e aqui (Parte 2), informo de antemão que algumas fotos podem ser fortes para pessoas mais sensíveis, pois a doença debilita bastante o animal. Em respeito a essas pessoas não vou colocar fotos do antes e depois aqui, mas você pode ver clicando nos links acima.


Se você se interessou pelo trabalho desta ONG chamada Fiel Amigo, ou quer saber quem são, clique aqui.

Fonte: Cachorro blog e Fiel Amigo