segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Rebeca na revista Foco!

Eu (Laura) e a Rebeca contribuímos em uma reportagem para a Revista Foco, vejam a reportagem abaixo ou cliquem aqui para ler dentro da revista.

Maus-tratos contra animais é crime
Eles são amigos e dependentes do dono, que muitas vezes representa perigo para o animal. A sociedade acompanha pela mídia e redes sociais o crescente número de casos de torturas, mas com as devidas orientações é possível fazer algo
      O mundo sempre viveu rodeado de animais, e esses têm um papel importante na sociedade. Eles guiam cegos, ouvem pelos surdos, procuram e salvam pessoas perdidas, ou simplesmente acrescentam alegria à vida de milhares de pessoas, independentemente da idade ou classe social. O animal não é um objeto descartável, ele precisa de cuidados, alimentação adequada, abrigo de sol e chuva, acompanhamento veterinário, além de amor. Segundo o blogueiro Eduardo Lamazón, "é vergonhoso para nossa espécie que, sendo o cão o melhor amigo do homem, o homem na maioria das vezes seja o pior amigo do cão". Para o presidente da Associação Internacional das Organizações para a Interação Homem Animal, Dennis Turner, no país há um cachorro para cada sete humanos, sendo que 10% desse total são de animais abandonados.
     Ativistas em diversos países não suportam mais a crueldade contra seres indefesos e dependentes. Fatos recentes como o que aconteceu na Itália, onde a população invadiu criadouros da Green Hill para libertar animais destinados a testes de laboratórios, revela que defender é uma questão de princípio. No Brasil, a denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605, de 1998, que considera crime praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.
     O veterinário Roberto Prista acredita que punições mais severas são uma forma de evitar o crescente número de maus-tratos. Ele conta que já recebeu animais que foram atropelados e abandonados no local, além de machucados por arames farpados enrolados ao corpo. Os casos são diversos e a equipe procura tratá-los e reabilitá-los para adoção. "É uma covardia, pois são seres vivos, que possuem sentimentos e não sabem se defender. Precisam, sim, de muito carinho e companhia para viverem felizes", afirma Roberto, que aos 15 anos ficou comovido com a morte de uma cadela da família e, após o ocorrido, decidiu estudar veterinária para saber como tratar cada espécie.

AMIGOS DE QUATRO PATAS
     A secretária Everline Cardoso se emociona ao falar sobre os casos de agressão contra os animais divulgados pela mídia. Para ela, são seres inofensivos, que sofrem, mas perdoam com facilidade. Um verdadeiro exemplo que deveria ser seguido pelos seres humanos. Pessoa de confiança da irmã mais velha, ela ficou surpresa ao saber que Sleepy foi registrado em cartório, tendo o nome dela como pessoa  responsável na ausência da irmã. Aos nove anos, o poodle é considerado membro da família, um verdadeiro "anjo de patas". De acordo com a jovem, o registro é um documento que vai além do valor documental, mas sentimental. Ela destaca que Sleepy é muito inteligente e amoroso, ao ponto de entender quando a dona não está bem. "Ele senta aos seus pés e faz carinho, como se quisesse falar: estou aqui", diz. Sempre que vai visitá-lo, Everline fica esperando que ele traga seus bichinhos de pelúcia favoritos. "É uma alegria indescritível. Até esqueço que tive um dia intenso no trabalho", comenta.
     Para a advogada Débora Leone, muitos criticam aqueles que lutam pela defesa dos animais, porque não conseguem entender a essência da ideia dentral. Animal não é brinquedo. Ele sente fome, frio, sede, precisa de cuidados com relação à saúde e tem necessidades emocionais. Ela entende que lutar pelos animais é lutar pelo mais fraco, contra aquele que desconta seus medos naqueles que não podem se defender. "O mesmo covarde que maltrata animais, maltrata crianças, idosos ou qualquer um que fosse mais fraco", diz. De acordo com a advogada, quem luta pelos animais, lutaria em situações outras de idêntica natureza, porque está lutando contra a injustiça, a opressão do mais forte sobre o mais fraco. Há cinco anos, Débora cria o casal de Ihasa Apso, Peixe-Vivo e Babe-Fish. Ela os identifica domo amáveis, companheiros e transmissores de uma pureza diária. "Eles aliviam qualquer carga e agregam alegria ao ambiente. "É maravilhoso ter cães em casa", afirma.
(Olha "nóis" aí gente!)
     Entender o que é amar um bichinho de estimação foi algo que aconteceu com a empresária Laura Valenthina Voidelo, assim que Rebeca, uma pug de dois anos entrou em sua vida. A pug é conhecida onde mora pela energia e facilidade em fazer amizades. Certo dia, Laura lembra que passou por um momento embaraçoso com uma vizinha que tem medo de cães. Ao ver Rebeca debaixo do bloco, ela correu assustada, o que fez a pug pensar que era para brincar. "Ela só parou quando eu consegui pegá-la e afastá-la da pobre mulher. Eu pedi desculpas e fui para casa, mas não sabia se ria ou se chorava", comenta. Ao observar o dia a dia do animal, Laura não entende porque as pessoas maltratam seres tão abençoados, que trazem apenas alegria. "Graças à Internet, a população tem tomado conhecimento sobre esses atos e reivindicado que os agressores sejam punidos", afirma a empresária, que apoia e divulga o trabalho realizado pelos abrigos.

ABRIGO FLORA E FAUNA
     O Abrigo Flora e Fauna, inaugurado em 2005, é a concretização de um sonho. Orcileni Arruda de Carvalho acolhe animais em situação de risco para tratar e encaminhar para adoção. Como o número de cães e gatos cresceu rapidamente, ela criou algo que pudesse abrigá-los. Atualmente são mais de 450 animais. Amissão do abrigo é reabilitar, socializar e colocar para adoção os animais abandonados e em situação de risco, sempre visando a uma família que os receba de forma responsável. "Meu amor por eles é incondicional. Eles são herdeiros dessa terra, tanto quanto nós", afirma. O Flora e Fauna contam com a colaboração da população que, além da ração, doa roupas, sapatos e utensílios para o lar, tornando possível a realização de bazares para arrecadar verbas e manter o abrigo. "Os colaboradores também ajudam com doações financeiras para as campanhas de construção dos canis e ambulatórios, assim como campanhas para ajudar a pagar os tratamentos dos animais", explica Orcilene, Para ela, a sociedade está evoluindo em relação aos direitos dos animais, e mais pessoas estão se interessando pela causa.

ADOTAR UM GESTO DE AMOR
     A estudante Rayra Paiva há sete meses adotou a poodle Zurha, três anos. Ela acredita que todo animal merece uma segunda chance. Dessa forma, os abrigos são de fundamental importância nos cuidados e socialização deles. "Adotando um animal abandonado, é possível salvar uma vida, além de ganhar um grande amigo. Ele vai te amar como se achasse que há uma dívida contigo, pelo acolhimento recebido", acredita. Ela destaca que os abrigos são fundamentais na luta contra os maus-tratos, pois contam com o trabalho de pessoas que fazem o possível para vê-los em uma família que os ame, além de contribuir para a saúde pública, retirando das ruas animais abandonados sem a mínima condição de hi giene e saúde. "O abrigo recolhe, trata, alimenta, castra e encaminha para adoção, podendo, assim, acolher outro animal abandonado", explica.

Por Márcia Casali - Fotos: Lorena Lopes e arquivo.