segunda-feira, 15 de abril de 2013

Minha reclamação contra a Inframérica




Hoje cedo, eu, Laura, e a Rebeca fomos ao aeroporto de Brasília (Juscelino Kubitschek) buscar meu marido que estava voltando de viagem.
Enquanto dirigia escutei os comentários a respeito dos atrasos nos voos, por causa do mau tempo, pela Band News.
Chegando lá fui até o saguão para verificar o horário previsto para a chegada, quando fui surpreendida por uma funcionária grosseira me informando que eu não poderia mais trafegar com o meu cachorro por ali porque agora era proibido. Disse que só poderia ter animais dentro do aeroporto se estes fossem viajar e que deveriam permanecer dentro da caixa de transporte, não podendo ficar ali nem se estivessem no colo.
Eu disse pra ela que logo que eu visse a informação que eu tinha ido buscar eu sairia e foi o que eu fiz.
Não me senti constrangida pelo aviso da funcionária, nem por sua grosseria, mas me lembrei da viagem maravilhosa que todos nós, incluindo a Rebeca, fizemos para Salvador no final de ano.
Para ver, clique aqui. (Nesta postagem vocês podem ver a Rebeca trafegando tranquilamente pelo aeroporto, sem sermos incomodados e sem incomodar ninguém).
Para quem não sabe, quando vamos embarcar com um animal, é necessário chegar com duas horas de antecedência, isso quer dizer que você tem que esperar duas horas dentro do aeroporto.
E não adianta fazer o check-in e sair do aeroporto, aguardando tranquilamente do lado de fora, pois não se pode sair sem correr o risco do seu voo sair sem você, já que a partir do momento que você faz o check-in você pode ser chamado a embarcar, caso o seu voo adiante.
A única companhia aérea que tem um tratamento especial para os pugs é a TAM, que não permite que raças de focinho curto viagem no bagageiro e sim na cabine, com seus donos.
Não sei se vocês estão lembrados do cãozinho pug que faleceu não faz muito tempo, viajando pela empresa GOL, depois de ter ficado 10 horas, dentro da caixa de transporte, em trânsito. O cão foi transportado no bagageiro e teve parada cardiorrespiratória.
Para lembrar clique aqui.
Sem se falar nos que são perdidos pelo aeroporto, pois fogem das gaiolas com o super estresse que sofrem.
Tendo conhecimento de tudo isso, me pergunto como viajarei com a Rebeca novamente, se ela vai ter que ficar duas horas dentro da caixa antes do voo, mais cerca de cinquenta minutos para embarcar e decolar, mais uma hora e quarenta minutos de Brasília para Salvador e mais trinta minutos para desembarcar e pegar as malas? Tudo isso dentro da caixa, sem água, sufocada e estressada, durante quatro horas e meia.
Ao invés de deixar nossas vidas melhores, a nova administradora do aeroporto JK, a empresa Inframérica, está atrapalhando, deixando pior o que já estava ruim.
O número de animais que viajam com seus donos tem subido consideravelmente e a tendência é ficar maior a cada dia. Porque não tomar uma iniciativa para tornar esse transporte mais fácil e confortável?
As empresas aéreas não estão preparadas para isso, mas aos poucos as coisas estão mudando para melhor.
Eis então, que vem a Inframérica na contramão da evolução.
Em tempo, escrevi para a Inframérica e para a Band News a esse respeito, espero que essa decisão ridícula deixe de vigorar para melhor atender aos clientes, nisso inclui-se também os animais transportados, que cheguem com maior segurança e saúde aos seus destinos.

Resposta da Inframérica no dia seguinte:

Prezada Sra. Laura,

Entendemos sua posição e lamentamos o exposto.

Esclarecemos que pela Resolução nº 02 da ANVISA de 8 de janeiro de 2003, somos obrigados a levar a proibição do trânsito livre de animais domésticos pelo Aeroporto de Brasília, conforme dizeres do Art. 77 - inciso IV "Manter as áreas, sob sua responsabilidade, isentas de insetos e roedores, bem como livres de animais domésticos e peçonhentos".

De qualquer forma, pedimos gentilmente que nos informe qual funcionário lhe deu essa informação de maneira grosseira. Detalhes como nome, ou até mesmo cor do uniforme e local onde o fato ocorreu, serão importantes na identificação do funcionário, para que possamos orientá-lo melhor quanto ao tratamento com o cliente.

Permanecemos à disposição.

Atenciosamente,

Sem título - Cópia
Natasha Karl Mioni
Atendimento ao Cliente
AEROPORTO DE BRASÍLIA
Tel. 55 61 3364-9000
www.bsb.aero

Pesquisei a Resolução da ANVISA que eles indicaram na resposta e realmente está escrito que não é permitido a entrada de animais domésticos dentro dos aeroportos.
Mas resta a dúvida se algo não poderia ser feito para melhor atender aos clientes que utilizam esses serviços para transporte de animais. Além do mais é mais seguro para a saúde deles que houvesse.
O difícil é alguém se interessar no direito do consumidor e no direito dos animais.